A HISTÓRIA DO IMPRESSIONISMO

12/07/2011 17:49

 

A HISTÓRIA DO IMPRESSIONISMO

 

        IMPRESSIONISMO

 

       O Impressionismo foi o movimento das artes plásticas, desenvolvido na pintura, no final do século XIX, na França, e que influenciou muito a música. Constitui-se no marco da arte moderna por ser o início do caminho rumo ao Abstracionismo. Embora mantenha temas do realismo, não se propõe a fazer denúncia social. Retrata paisagens urbanas e suburbanas, como o naturalismo. A diferença está na abordagem estética: os impressionistas parecem apreender o instante em que a ação acontece ao criar novas maneiras de captar a luz e as cores. Nessa tendência em mostrar situações naturais, extrai conceitos da fotografia, nascida em 1827.

 
Marcou a primeira revolução artística total desde a Renascença. Nascido na França no início de 1860, determinou o curso da maior parte da arte que se seguiu.
 


 
Ainda no fim do séc. XIX, a academia ainda promovia os ideais da Renascença, opinando que o tema na arte deveria ser nobre ou instrutivo e que o valor de uma obra de arte deveria ser julgado com sua “parecença” descritiva com os objetos naturais.
 
Os impressionistas contestaram e rebelaram-se contra o monopólio da arte. A partir daí também, os críticos tornaram corriqueiro os “ismos” para descrever de forma corriqueira e sarcástica novas formas de arte.


 
                                 Manet, um dos primeiros impressionistas
O papel da arte em uma sociedade modificada era objeto dos debates artísticos, literários e sociais do momento, ainda mais que Paris havia se tornado a primeira metrópole verdadeiramente moderna, física e socialmente. Os impressionistas tinham consciência da própria modernidade.
 


 
Retrato de Berthe Morisot (também artista impressionista), por Manet
 
 
MANET X MONET - com certeza o estilo de Manet é mais acadêmica e mais realista. Siga para baixo que você vai diferenciar bem o Monet do Manet. Monet era um impressionista puro; não se importava com a nitidez, e sim com as pinceladas e as impressões e pinceladas curtas e carregadas deixadas no quadro - seus quadros também são mais vivos que os de Manet.
 
 
PINTAVAM AQUILO QUE O ARTISTA VIA, E NÃO O QUE SABIA.
 

 

 

 
                                        Degas, o pintor das bailarinas
 
Separou-se radicalmente da tradição rejeitando a perspectiva, a composição equilibrada, as figuras idealizadas e o chiaroscuro da Renascença. Em vez disso, representavam sensações visuais imediatas através da cor e da luz.
 
Para inovar a forma de pintar a luminosidade e as cores, os artistas dão enorme importância à luz natural. Nos quadros são comuns cenas passadas à beira do rio Sena, em jardins, cafés, teatros e festas. O que está pintado é um instante de algo em permanente mutação.

 
 
Mary Cassatt, artista mulher, que usou com grande habilidade o giz pastel
 
 
Foram influenciados pela Escola de Barbizon, Courbet, Turner e Constable, que demonstravam como os efeitos de luz e variações climáticas poderiam ser explorados na pintura.
 
Queriam apresentar impressões ou percepções sensoriais iniciais registradas por um artista num breve vislumbre; a cor não é uma característica permanente de um objeto; muda constantemente de acordo com os efeitos da luz, do reflexo ou do clima sobre a superfície do objeto.
 

 

             artista americano do Impressionismo - Childe Hassam
 
Abaixo, estudos de Monet sobre um mesmo motivo: Catedral de Rouen. Ele fazia pinceladas rápidas e grossas justamente para pegar rapidamente a impressão da luz sobre a cor, em determinados períodos do dia. Você conseguiria adivinhar qual período do dia ele pintou em cada tela?

 

 
 
Para retratar essas características voláteis da luz, criaram uma pincelada distinta, curta, cortada. Os críticos, quando viam as obras de perto, diziam que os artistas “disparavam tinta na tela com uma pistola”.
 
Não gostavam do cinza ou preto, e usavam as cores como parte das sombras.
 
O começo
 
Em 1874, vários artistas como: Manet, Degas, Monet, Renoir, Cassatt, Sisley, Pissarro e Morisot montaram sua primeira exposição (de 8 cooperativas), pois eram recusados por todos os salões de arte vigentes da época. O nome “impressionistas” veio através de uma denominação depreciativa de um crítico que, ao ver a tela de Monet – “Impressão, Nascer do Sol”, dizia que não passava de uma impressão mal acabada, ou mal feita de uma paisagem.

 


                        Monet - Impressão, Nascer do Sol
 
Insatisfeitos com a exclusão de suas obras, reuniam-se no estúdio do fotógrafo Félix Nadar. A primeira vez que o público teve contato com a obra dos impressionistas foi nessa exposição coletiva realizada em Paris, em abril. Mas o público e a crítica reagiram muito mal ao novo movimento, pois ainda se mantinham fiéis aos princípios acadêmicos da pintura.

 



                                                       Degas 
Tudo começou com o interesse Renoir, Monet, Bazille e Sisley em pintar natureza ao ar livre. Faziam excursões junto para pintar com os artistas de Barbizon. O trabalho deles diferia das normas do oficialismo e academicismo, e pintavam a céu aberto do começo ao fim da obra (inédito na época, pois muitos faziam isso porém terminavam os últimos detalhes no ateliê).
 

 


 
Berthe Morisot, outra artista mulher que se destacou no Impressionismo!
Faziam uso da luz e cor, ao invés do desenho meticulosamente bem feito. Seus trabalhos não refaziam a história, e sim pegavam uma parcela retratada da contemporaneidade da natureza.
 


 
                                                Renoir
 
A composição parecia não existir, e a aparência descuidada e carregada repercutiu em algumas críticas, como:
 
- fizeram um quadrinho mostrando uma mulher grávida impedida de entrar na exposição para que aquela “imundície”não prejudicasse o neném;
 
- um jornal contou como um homem, levado pela “loucura das pinturas”, saiu mordendo inocentes ali presentes;
 
- um crítico de arte afirmou que “Nu ao Sol”, de Renoir, a carne da modelo parecia estar podre;
 
- chamaram os borrões de Monet de “lambidas” e sua técnica “descuidada”.
 
Mas foi em 1880 que foram recebidos e aclamados.
 
O Impressionismo foi um movimento artístico que revolucionou profundamente a pintura e deu início às grandes tendências da arte do século XX.
 
 

 

                                                  Renoir
 
Principais características da pintura:
 
* Caráter de esboço e aparente falta de acabamento;
 
* Contraste, falta de nitidez, fragmentação de enquadramento da fotografia, gravuras japoneses foram forte influência;
 



                                                  Mary Cassatt
 
* A pintura deve registrar as tonalidades que os objetos adquirem ao refletir a luz solar num determinado momento, pois as cores da natureza se modificam constantemente, dependendo da incidência da luz do sol.
 
* As figuras não devem ter contornos nítidos, pois a linha é uma abstração do ser humano para representar imagens.
 
* As sombras devem ser luminosas e coloridas, tal como é a impressão visual que nos causam, e não escuras ou pretas, como os pintores costumavam representá-las no passado.
 


 

                                                   Mary Cassatt
 
* Os contrastes de luz e sombra devem ser obtidos de acordo com a lei das cores complementares. Assim, um amarelo próximo a um violeta produz uma impressão de luz e de sombra muito mais real do que o claro-escuro tão valorizado pelos pintores barrocos.
 
* As cores e tonalidades não devem ser obtidas pela mistura das tintas na paleta do pintor. Pelo contrário, devem ser puras e dissociadas nos quadros em pequenas pinceladas. É o observador que, ao admirar a pintura, combina as várias cores, obtendo o resultado final. A mistura deixa, portanto, de ser técnica para se óptica.
 
 
Depois do Impressionismo, a pintura nunca mais foi a mesma. Os pintores seguintes ou expandiram sua prática ou reagiram contra ela.
 
No Brasil, nas artes plásticas há tendências impressionistas em algumas obras de Eliseu Visconti (1866-1944), Georgina de Albuquerque (1885-1962) e Lucílio de Albuquerque (1877-1939). Uma das telas de Visconti em que se evidencia essa influência é Esperança (Carrinho de Criança), de 1916. Características pós-impressionistas encontram-se em obras de Eliseu Visconti, João Timóteo da Costa (1879-1930) e nas primeiras telas de Anita Malfatti, como O Farol (1915). A música nacionalista, como a desenvolvida no Brasil por Heitor Villa-Lobos, retira muito de sua base-do-impressionismo.
 


 

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